domingo, 27 de setembro de 2009

Humildade no Trabalho Apométrico

Texto extraido do blog:

http://amigosdaapometria.blogspot.com/

Os Quatro Princípios da Humildade no Trabalho Apométrico

O próprio trabalho apométrico estimula a mais importante atitude de acordo com os preceitos do Evangelho de Jesus - o desenvolvimento da humildade no processo da mudança interna.

São quatro princípios que direcionam o procedimento do grupo apométrico: não julgar; ser servidor da Espiritualidade; entender que a Apometria pode ajudar em 20%; fazer a devolutiva ao assistido tendo consciência de que é preciso seguir o que se fala para ser coerente.

1. Não Julgar

“Por que vedes um argueiro no olho do vosso irmão, vós que não vedes uma trave no vosso?” (Cap. 10, Bem-aventurados os que São Misericordiosos, item 9, O Argueiro e a Trave no Olho).

“Não julgueis para não serdes julgados; pois sereis julgados conforme houverdes julgado os outros; e aplicar-se-á a vós, na mesma medida, aquilo que aplicastes contra eles”. (Cap. 10, Bem-aventurados os que São Misericordiosos, item 11, Não Julgueis para Não Serdes Julgados).

“Aquele dentre vós que estiver sem pecado lhe atire a primeira pedra.” (Cap. 10, Bem-aventurados os que São Misericordiosos, item 11, Aquele que Estiver sem Pecado Atire a Primeira Pedra).

Sem esse preceito não se consegue estabelecer a sintonia harmônica com o grupo para o atendimento efetivo. Julgar é uma atitude desarmônica, que bloqueia o fluir da energia.

É preciso aplicar o princípio do não julgamento em seus vários aspectos:

• Assistidos

Em primeiro lugar, não se deve julgar o passado dos assistidos. Certamente, se formos verificar, teremos mais mazelas para mostrar.

• Tratamento

Tampouco deveremos julgar o tratamento que foi encaminhado pela Espiritualidade. Confiar sempre nos mentores do trabalho.

• Companheiros

Um comportamento que não deve ser manifestado no grupo é o comentário (fofoca) sobre os colegas. Ele sempre abre brechas para o desequilíbrio do trabalho. É preciso cuidado com melindres e suscetibilidades.


2. Servidor da Espiritualidade

“O servidor que soube a vontade de seu mestre, e que não se apercebeu, e não fez o que lhe foi pedido, apanhará rudemente; mas aquele que não soube de sua vontade, e que fizer coisas dignas de castigo, apanhará menos. Pedir-se-á muito àquele que muito recebeu, e prestará contas aquele a quem foram confiadas muitas coisas.” (Cap. 18, Muitos os Chamados e Poucos os Escolhidos, item 10, A Quem Muito Foi Dado, Muito Será Pedido).

Este é um princípio chave para o posicionamento dos trabalhadores. Considerar sempre que somos apenas mediadores do trabalho apométrico. É a Espiritualidade que tudo conduz.

No entanto, compete-nos sim estar sempre nos aperfeiçoando para que possamos ser melhores na intermediação com o plano astral.

De que forma?

Não apenas participar dos trabalhos. É preciso fazer uma preparação energética e intelectual constante. E é necessário ter alguns cuidados antes, no dia do trabalho e no dia a dia.

3. Apometria pode fazer somente 20% do tratamento

“Reconhece-se o verdadeiro espírita por sua transformação moral e pelos esforços que faz para dominar suas más tendências.” (Cap. 17, Sedes Perfeitos, item 4, 5.o parágrafo).

Com isso, deve-se sempre ressaltar que o mais importante em todo o tratamento é a maneira como o assistido pode ter consciência do seu aprendizado e iniciar o seu processo de mudança interna.

Cabe ao assistido – e sem dúvida ao trabalhador – cuidar dos 80% restantes para que possa haver a verdadeira harmonização.

4. Retorno

“Aquele, pois, que violar um desses menores mandamentos, e que ensinar aos homens a violá-los, será tido como o último no reino dos Céus; porém, aquele que os cumprir e ensinar, será grande no reino dos Céus.” (Cap. 18, Muitos os Chamados e Poucos os Escolhidos, item 8, Nem Todos os que dizem Senhor, Senhor! Entrarão no Reino dos Céus).

“O bom médium não é, portanto, aquele que se comunica facilmente, mas aquele que é simpático aos bons Espíritos, e que só deles recebe assistência. É somente nesse sentido que a excelência das qualidades morais tem influência sobre a mediunidade.”(Cap. 24, Não Coloqueis a Candeia Debaixo do Alqueire, item 12, 5.o parágrafo).

É enorme a responsabilidade para se dar o retorno do trabalho ao assistido. Nem tudo o que foi sintonizado deve ser mencionado. O mais importante é reforçar os pontos positivos.

Temos sempre que lembrar que, embora possamos estar bem-intencionados, poderemos prejudicar o assistido, com todas as consequências que desse fato advém.

Para evitar esse risco, o trabalhador deve falar ao assistido somente o que efetivamente aplica na sua própria vida ou assuma o compromisso de começar a seguir a partir daquele momento.

A história de Gandhi e o menino que gostava de doces é uma lição do mestre sobre esse cuidado.

Uma mãe procurou Gandhi com seu filho. Pediu-lhe que repreendesse o menino sobre os malefícios de se comer muito doce. Gandhi olhou para ambos e nada disse; apenas recomendou-lhes que retornassem dentro de duas semanas. Passado esse prazo, eles novamente foram recebidos pelo mestre. Gandhi ouviu da mãe o motivo por que estavam ali e ele conversou com a criança sobre os prejuízos que o doce pode trazer para a saúde. Surpresa, a mãe perguntou-lhe porque não poderia ter agido da mesma forma duas semanas antes. Gandhi respondeu-lhe:

- Naquele momento eu ainda comia doces.

O mais importante, no retorno a quem está sendo tratado, é ressaltar a mensagem da Personalidade Harmônica. Ela pode direcionar uma série de recomendações que ajudam o assistido. Afinal, ela faz parte do mesmo agregado espiritual e tem compromissos com a sua evolução.

Mas o mais importante é ressaltar a mensagem da Personalidade Harmônica. Ela pode direcionar uma série de recomendações que ajudam o assistido. Afinal, ela faz parte do mesmo agregado espiritual e tem compromissos com a sua evolução.

Por último, devem-se de fato praticar esses 4 princípios. E não somente ficar na intenção.

Nenhum comentário: